Sobre a Cultura e a saúde

Uma das teses que a Bio Cibernética Bucal defende é a idéia de que as doenças ou desvios são resultantes de fenômenos culturais e não exclusivamente biológicos. Partimos do pressuposto de que o ser humano é um todo complexo imerso em um ambiente também complexo. As sintomatologias físicas podem estar revelando desvios funcionais que, muitas vezes, são eminentemente sociais. Não somos os primeiros que falamos isso e não seremos os últimos, ou seja, não somos os únicos a defender esse pensamento. A cada dia mais e mais evidências confirmam essa tese. Nosso mundo entropizado e entropizante faz com que o corpo adapte-se pagando preços fisiológicos, muitas vezes irreversíveis.
O diferencial da Bio Cibernética Bucal neste pensamento encontra-se na percepção de que a boca é estrutura que permite a dissipação de estressores. Para a BCB os dentes foram feitos para entortar, cariar, para ranger e bater, a gengiva feita para inflamar. A língua seca em resposta ao estresse e molha em resposta ao gozo. Ou seja, a oralidade é elemento sistêmico importantíssimo para a manutanção da homeostase. Daí a importância de ter uma formação diferenciada na graduação de odontologia. O odontólogo deveria se conscientizar de que é um profissional de saúde e não somente um técnico dentário. Conhecer a amplitude do corpo humano faz uma grande diferença na atuação clínica e no trabalho de conscientização do paciente sobre a responsabilidade que possui sobre sua própria saúde.

1 comentários:

Saulo Teles disse...

Os conceitos propostos pela BCB estão sendo passo a passo absorvidos pela odontologia.
Observo isso nos congressos e encontros que frequento.

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